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Nossa língua valorizada na EPM

O II Curso de Português da Escola Paulista da Magistratura (EPM) teve inicio no dia 11/3, direcionado a servidores do Poder Judiciário, estudantes e outros profissionais. Realizado às terças e quintas-feiras, no Centro Administrativo Consolação, o curso segue até o dia 29/4. Em virtude do sucesso da primeira edição, ocorrida no segundo semestre do ano passado, 417 interessados se matricularam desta vez – sendo 345 na modalidade a distância e 72 na presencial. O programa, que visa a ampliar o conhecimento da língua portuguesa, está dividido em dois módulos. O primeiro, ministrado pela coordenadora do curso, Mônica Nardy Marzagão Silva, tem como foco a gramática. O segundo, a cargo do professor convidado Humberto de Aragão, pretende aprimorar a elaboração de textos e valorizar a leitura como principal fonte de aprendizado.

A professora Mônica, que exerce o cargo de coordenadora da Coordenadoria da Família e Sucessões do TJSP, esclareceu que, em 2010, uma das reivindicações dos servidores identificadas em levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi a elaboração de um curso para explicar a reforma ortográfica. “A reforma alterou a língua portuguesa em apenas meio por cento, mas todos estão inseguros quanto às mudanças”, afirmou. Com base nisso, o TJSP decidiu pela implantação do curso, que também busca aprofundar o conhecimento da ortografia, acentuação, pontuação, concordância nominal e verbal, conjugação de verbos e a redação de textos.
“O aperfeiçoamento na produção de textos émuito importante para os servidores do TJSP, pois faz parte do trabalho cotidiano a elaboração de ofícios, relatórios ou informações. É preciso transcender o português aprendido no ensino fundamental e médio e aprimorar o conhecimento da gramática”, ressalta Mônica. Segundo ela, a boa escrita está intrinsecamente ligada à leitura, pois, quanto mais lemos, melhor será nossa redação. “Nós não nascemos escrevendo. O ato de escrever é construído em nossas vidas e pode sempre ser aprimorado.”
Para o professor Humberto de Aragão, além de aprimorar o uso da língua, o curso propicia o contato com textos da literatura universal, que de alguma maneira estão atrelados ao Direito. Na primeira aula, por exemplo, ele falou sobre ‘As Nuvens’, de Aristófanes, ‘Crime e Castigo’, de Dostoievsky, e ‘ O Processo’, de Kafka. “Para falar e escrever bem não se pode prescindir da leitura assídua”, disse. Sobre a experiência em ministrar esse curso na EPM, falou emocionado: “O primeiro curso me marcou muito, pois estive diante de um auditório simpaticíssimo, muito receptivo ao conteúdo das aulas, e também porque houve uma interação entre as aulas ministradas pela Mônica e por mim. Esta nova turma que se iniciou demonstrou a mesma receptividade”.
Mônica Nardy Marzagão Silva, além de professora de Português, leciona História da Educação da Infância. Possui doutorado em Serviço Social e Educação, graduada em Letras e Pedagogia, com extensão universitária em terapia familiar, dependência química e psicologia do desenvolvimento infantil. É psicopedagoga e teóloga.
Aragão cursou Direito e Filosofia e formou-se em Teologia pelo Seminário Teológico Presbiteriano de Campinas e em Letras pela Universidade de São Paulo, onde obteve, posteriormente, os graus de mestre e doutor. Atualmente é professor dos cursos de Direito, Relações Internacionais, Comunicação Social, Design e EAD das Faculdades Integradas Rio Branco. Em 2011, participou como conferencista num Colóquio Internacional, em Lisboa, indicado pela Universidade Brown, dos EUA, com a presença de José Saramago, Mário Soares e Teresa Martins Marques. Seu livro “Um Exílio Chamado Saudade”, antologia de escritores portugueses durante a ditadura de Salazar, será lançado em novembro durante conferência na Sorbonne, em Paris, quando será palestrante no Centro de Estudos da Língua e Literatura Portuguesa.
Pela primeira vez, o curso também está sendo transmitido na modalidade a distância. Os alunos têm participado ativamente, encaminhando perguntas que são respondidas durante a aula. A coordenadora-adjunta do curso, Viviane Ceci Queiróz Oliveira, afirmou que todo o material didático está disponível aos alunos no site da EPM e que está em estudo a elaboração de uma cartilha com o conteúdo completo do curso. Quanto ao ponto eletrônico dos participantes, um ofício da Presidência do TJSP autorizou a regularização da entrada dos servidores, em até 1 hora após o término do curso, mediante apresentação do certificado de participação. Está prevista, para o segundo semestre, uma nova turma no horário noturno para os servidores que não podem acompanhar as aulas pela manhã.

Fonte: TJ-SP

 


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